O Paciente X

Já imaginou acordar em uma cama de hospital sem a menor noção de sua identidade? Essa premissa por si só já daria um bom roteiro de filme, mas esse curioso caso é parte da vida de Edener, atualmente acolhido do projeto Residência Inclusiva, aqui do Núcleo Batuíra.

Como uma boa história, a vida de Edener é contornada por altos e baixos, mas o recorte que contaremos nesta edição é o seu renascimento. Edener residiu no Hospital Geral de Guarulhos (HGG) por um ano. Conhecido, ou melhor, desconhecido entre médicos e enfermeiros, o paciente fazia de sua vida um completo mistério. Sem documentos, registros ou qualquer pista, este enigma só foi desvendado através de pesquisas realizadas pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD). Na época, a assistente social do HGG, Crislaine, descobriu que o Paciente X tinha nome, mas não um endereço.

Sua passagem em casas de acolhimento não foi favorável ao seu destino. Edener se envolveu em uma confusão que acarretou em uma paraplegia. Este capítulo de sua história que chamamos de O Contratempo. Com um diagnóstico que o paralisava, Edener precisou achar outras formas de seguir em frente. Sozinho, foi encaminhado para a recém-concebida Residência Inclusiva, projeto que o Núcleo Batuíra assumiu em 2019. Em linhas gerais, a residência funciona como uma casa de acolhimento para pessoas que têm algum tipo de deficiência, física ou mental. Com uma equipe especializada, os acolhidos do projeto recebem amparo e o restabelecimento de seus direitos.

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Em uma conversa com a atual coordenadora do projeto, Efigênia, a principal meta de trabalho é o cuidado com a fragilidade dos acolhidos e o fortalecimento da autonomia deles, gerando assim, maior qualidade de vida. Isso que aconteceu com Edner, o primeiro passo foi cuidar de sua saúde, o inserindo em um convívio que nunca tinha experimentado antes: o de amor. Com diversas atividades propostas ao longo do dia, como arte terapia, roda de conversa, atividades físicas leves, Edner foi aprimorando sua capacidade motora e cognitiva. Foi assim que ele mesmo encontrou sua família nas redes sociais.

Aos 27 anos, Edener Luis Bastos passou a ter sua identidade afirmada, resgatou o contato com os irmãos e a mãe, é um ótimo aluno com frequência 100% na escola, está a vias de conseguir sua independência financeira e já se mostra empolgado com o que o futuro reserva pra ele. Esta parte da história é a que chamamos de Superação.

• Conheça mais sobre o projeto clicando aqui.

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